Ad perpetuam rei memoriam

Mariana de Jesus de Paredes y Flores
Leiga, Membro das Franciscanas seculares, Santa
1618-1645

Mariana de Jesus de Paredes y Flores nasceu em Quito a 31 de outubro de 1618. Tinha um nome genuinamente sul-americano e uma fé genuinamente santa. Foi criada por uma cunhada católica e, desde os oito anos, começou a levar uma vida de fé e religiosidade. Com esta idade fez a primeira comunhão e, antes dos doze, já fizera também o voto de castidade perpétua.

A partir desta idade levou uma vida de penitência e oração que não deixou de ter lances surpreendentes, tão inesperados quanto a paixão espontânea de sua fé. Para nunca perder a humildade, por exemplo, Santa Mariana colocou em seu quarto um caixão de defunto, do seu tamanho, cercado por velas. Deitada nele, uma boneca pobremente vestida e uma caveira no lugar da cabeça, para lembrar-lhe sempre da inutilidade do orgulho e das vaidades. Outro exemplo: mandou pintar um quadro em que se via uma moça com metade do rosto muito bonito e a outra metade corroída por vermes.

Parecem atitudes de alguém triste e cheio de idéias fúnebres, mas, ao contrário, Mariana era a alegria em pessoa junto aos familiares. Tocava gaita, cantava, dançava, animava as festas e era o membro mais querido da família. Todos os dias assistia a uma ou mais missas, visitava pobres e doentes. Assim, alcançou muitas graças e milagres.

Mariana tentava esconder suas penitências e só quando seus pais adotivos perceberam que estava fraca, quase à beira da morte, é que souberam que há anos ela se alimentava apenas com as hóstias da comunhão. Salvou-se por milagre.

Sua vida de santidade continuou, sempre tratando dos doentes mais repugnantes e dos pobres mais sujos e abandonados. Quando uma peste avassaladora caiu sobre Quito, lá estava ela sempre presente e atuante. Finalmente caiu doente e não pôde mais deixar o quarto, sendo assistida nos últimos seis anos de vida, e nos últimos suspiros, por seu diretor espiritual, um irmão da Companhia de Jesus.

Santa Mariana de Jesus adoeceu e morreu no dia 26 de maio de 1644, logo depois de participar da Santa Missa e de haver recebido a Unção dos Enfermos. Tinha 26 anos. Santa Mariana de Jesus foi canonizada em 9 de julho de 1950.

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