BEATA
Maria Vicenta de Santa Doroteai Chávez Orozco
nasceu a 6 de Fevereiro de 1867 em Cotija, Michoacán,
Em 1892, a jovem Vicenta foi ali internada para se curar de uma pleurisia, e nessa ocasião teve a inspiração de se consagrar a Deus nas pessoas dos pobres e dos enfermos. O dia 19 de Julho desse mesmo ano foi para Vicenta uma data importante para toda a sua vida: recuperada a saúde, ela retornou àquele Hospital para servir definitivamente os doentes e os pobres, demonstrando uma extraordinária caridade para com eles. Três anos mais tarde, juntamente com outras duas jovens, emitiu votos privados de consagração. A fundação da sua nova Congregação, porém, ocorreu a 12 de Maio de 1905 com o nome de Servas dos Pobres que, depois, passou definitivamente ao de Servas da Santíssima Trindade e dos Pobres. A Irmã Vicenta professou canonicamente os votos a 3 de Dezembro de 1911 e, em seguida, foi eleita Superiora-Geral dessa Congregação, cargo por ela ocupado por espaço de 30 anos, tendo sido a alma e guia do seu Instituto. Viveu constantemente a castidade consagrada, praticou de maneira heróica as virtudes teologais e morais, sobressaindo na humildade, simplicidade e caridade. A Madre Vicenta teve que sofrer duramente as duas perseguições que se efectuaram no México pelas tropas revolucionárias, as quais, em 1914, prenderam religiosos e sacerdotes, e em 1926 transformaram o Hospital S. Vicente de Zapotlán, em quartel militar. Mas as religiosas continuaram a assistir os feridos com grande dedicação. Numa ocasião, enquanto as religiosas tiveram de se refugiar em casas de pessoas de boa vontade, a Madre Vicenta ficou sozinha com uma postulante para cuidar dos feridos, sofrendo ultrajes e ameaças de morte. Certa vez, o próprio Comandante militar exaltou a grandeza dessa intrépida religiosa e repreendeu os soldados, por indigno comportamento em relação à Madre Vicenta. O Senhor abençoou o Instituto da Madre Vicenta com abundantes vocações e 17 novas fundações (hospitais, clínicas e asilos) por todo o território mexicano. No ano de 1942, a Madre Vicenta começou a ter alguns distúrbios na vista, o que a obrigou a sofrer muito por causa da cegueira consequente e de outras enfermidades, mas sempre com admirável paciência, continuando a ser exemplar no seu modo de agir. Em Julho de 1949, já alquebrada também pela idade, quando quis ir ao refeitório não conseguiu chegar lá; levaram-na então para o seu quarto no Hospital da Santíssima Trindade de Guadalajara, e ali teve início a sua agonia. O capelão administrou- lhe a Unção dos Enfermos, e depois chegou D. José Riviera (primeiro Cardeal do México) que a confessou e celebrou a Missa. No momento da elevação da Hóstia, a Madre Vicenta expirou, com claros sinais de paz interior: era o dia 30 de Julho de 1949. Beatificada a 7 de Novembro de 1997, pelo Papa João Paulo II. Fonte : www.vatican.va
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