Maria
Isabel Picão Caldeira nasceu a 1 de Fevereiro de 1889, no
Monte do Torrão, freguesia de Santa Eulália, concelho de Elvas -
Portugal, tendo recebido o Baptismo a 3 de Março do mesmo ano. Seus
pais, João Miguel
Caldeira e Maria Francisca da Silva Picão, eram
lavradores abastados e deram-lhe uma educação esmerada, consentindo
que frequentasse a Escola de Belas Artes, em Lisboa.
A 20 de
Março de 1912, casou com João Pires Carneiro, também lavrador. Após
alguns anos de felicidade conjugal, o marido contraiu uma doença
grave, vindo a morrer no dia 17 de Junho de 1922. Maria Isabel
sofreu o maior desgosto da sua vida.
Viúva e
sem filhos, durante onze anos, dedicou-se ao apostolado na sua terra
natal, Santa Eulália. Embora sendo feliz nesta sua entrega aos
outros, começou a sentir o apelo de Deus para a consagração
religiosa. A 8 de Setembro de 1934, entra nas Irmãs Dominicanas
Contemplativas, em Azurara, onde permaneceu apenas sete meses, por
falta de saúde.
D.
Manuel da Conceição Santos, Arcebispo de Évora, sabendo do seu
regresso da clausura, convidou-a a tomar conta da Casa de Retiros,
em Elvas, responsabilidade que ela assumiu a 20 de Março de 1936. Aí
iniciou uma vasta acção apostólica de serviço aos pobres, criando
várias obras sociais, gastando, para isso, os próprios bens.
Sob a
protecção de Maria Imaculada e inspirada em Santa Beatriz da Silva
funda, em 1939, a Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço
dos Pobres, que foi aprovada pelo Papa Pio XII, a 5 de Julho de
1955. Nesse mesmo ano, a 20 de Dezembro a Congregação era erecta
canonicamente e Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade faz a sua
Profissão Perpétua.
Pressentindo que estava a chegar ao fim da sua vida terrena, a 17 de
Novembro de 1960, escreve o seu Testamento Espiritual, que deixa às
suas "filhas", como "prenda sagrada".
Faleceu
a 3 de Julho de 1962, em Elvas, depois de uma vida toda voltada para
os outros. De rica fez-se pobre para privilegiar os pobres. Estes
eram a sua grande paixão e a razão de ser da sua Obra. Com um
coração grande, que parecia querer abarcar tudo e todos, arriscou os
bens e a vida. Sofreu a doença, as contrariedades, a solidão, a
calúnia e a incompreensão. No meio de tantas provações, manteve-se
fiel àquilo que julgava ser a vontade de Deus.
Foi
sepultada na sua terra natal, em jazigo de família. Os seus restos
mortais foram transladados para a Casa Mãe da Congregação, em Elvas,
a 20 de Dezembro de 1980.
A Causa
da sua Canonização foi introduzida em 1998.
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