João Baptista Scalabrini
nasceu em Fino Mornasco, Província de Como (Itália), no dia 8 de Julho de 1839. Terminado
o curso de Filosofia e Teologia no Seminário de Como, recebeu a Ordenação
sacerdotal a 30
de Maio de 1863. Nos primeiros anos de sacerdócio foi professor
e depois reitor do Seminário; em seguida assumiu a paróquia de S. Bartolomeu.
Com apenas 36 anos de idade foi consagrado Bispo de Placência, no dia 30 de
Janeiro de 1876.
A sua actividade pastoral e social foi bastante
vasta: realizou pessoalmente cinco visitas pastorais às 365 paróquias da diocese,
muitas delas localizadas longe e em situações de difícil acesso; celebrou três
Sínodos, um deles dedicado ao culto eucarístico para incentivar a adoração
perpétua; reorganizou os Seminários, cuidando da reforma dos estudos
eclesiásticos; foi infatigável na administração dos sacramentos, na pregação e
na educação do povo ao amor activo à Igreja e ao Papa, no culto da verdade, da
unidade e da caridade. Nesta virtude, em particular, desvelou-se na assistência
aos doentes de cólera, na visita às famílias empobrecidas e na generosidade ao
perdão.
Definido por Pio IX «apóstolo do catecismo», quis
que este fosse ensinado em todas as paróquias, incentivando a catequese dos
adultos; fundou a primeira revista catequética italiana.
Impressionado, desde o início do seu episcopado,
pelo desenrolar dramático da emigração italiana, D. Scalabrini fez-se apóstolo
dos milhões de italianos que abandonavam a própria pátria. Com a aprovação de
Leão XIII, no dia 28 de Novembro de 1887 fundou a Congregação dos Missionários
de São Carlos (Escalabrinianos), para a assistência religiosa, moral, social e
legal dos emigrantes. Em 1895 fundou, com esta mesma finalidade, a Congregação
das Irmãs Missionárias de São Carlos, e abriu o campo da emigração também para
as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração. Mais recentemente, em 1961, fruto dos
seus ensinamentos nasceram as Missionárias Seculares Escalabrinianas.
A enorme actividade de D. Scalabrini tinha origem
e encontrava inspiração profunda na ilimitada fé em Jesus Cristo, presente na
Eucaristia e em oferta contínua na Cruz; extraordinária também foi a sua devoção
a Nossa Senhora, sempre recordada nas suas homilias e muitas vezes visitada nos
santuários marianos.
Morreu no dia 1 de Junho de 1905, tendo
pronunciado estas palavras: «Senhor, estou pronto, vamos!». De facto tinha
cumprido o seu programa: «Fazer-se tudo para todos».
Beatificado a 7 de Novembro de 1997, pelo Papa
João Paulo II.
Fonte :
www.vatican.va
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