Cristóbal nasceu em um pequeno rancho do município de Totaltiche,
Jalisco, arquidiocese de Guadalajara, México, em 30 de Julho de
1869. Até os dezanove anos de idade ali permaneceu, estudando e
trabalhando
nos
mais diversos serviços. Em 1888, matriculou-se no seminário em
Guadalajara, realizando o seu sonho de ser sacerdote ao ser
designado para a paróquia de sua cidade natal.
De
temperamento sereno, tranquilo e persistente, Cristóbal se tornou um
sacerdote de fé ardente, prudente director de seus irmãos sacerdotes
e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus
fiéis. Missionário entre os indígenas huicholes e fervoroso
propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria.
Mas os
acontecimentos políticos de 1917 alteraram o destino do país. Nesse
ano foi promulgada a constituição anticlerical do México, assinada
pelo então presidente Venusiano Carranza, dando início às
perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população
no país.
Apesar
da Igreja, por seu episcopado, expressar seu desagravo às novas
leis, nada pôde fazer, ao contrário, foi vitimada pelo endurecimento
nas perseguições. Isso gerou a reacção da sociedade e os leigos se
organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa,
entrando em confronto, até mesmo armado, com os integrantes do
governo.
Dez
anos depois, em 1926, a situação só tinha piorado. O então
presidente, Plutarco Elias Calles, tornou a perseguição ainda mais
violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas
privadas e obras assistenciais de organizações religiosas. Os
integrantes da Liga reagiram com vigor.
Como
esse movimento da Liga não foi coordenado pela Igreja, muitos
sacerdotes preferiam não aderir, deixando o país ou mesmo
abandonando suas actividades por um tempo. Porém, outros decidiram
ficar firmes em seus postos, para atender os fiéis, mesmo arriscando
as próprias vidas.
E assim
fez Cristóbal, que tinha para as vocações sacerdotais um cuidado
extremado e um lugar especial no seu ministério. Quando os
perseguidores da Igreja fecharam o seminário de Guadalajara, ele se
ofereceu para fundar em sua paróquia um seminário com a finalidade
de proteger, orientar e formar os futuros sacerdotes.
Perseguido, em 25 de Maio de 1927 foi fuzilado em Colotlán, Jalisco,
diocese de Zacatecas. Antes, ainda confortou seu companheiro de
martírio, padre Agustín Caloca, que tremia diante do carrasco,
dizendo-lhe: "Fique tranquilo filho, é apenas um momento e depois
virá o céu". À sua hora, dirigindo-se a tropa, exclamou: "Eu morro
inocente, e peço a Deus que meu sangue sirva para a união de meus
irmãos mexicanos". O papa João Paulo II, em 2000, canonizou vários
mártires mexicanos desse período, entre eles são Cristóbal
Magallanes Jara, que é celebrado neste dia.
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