Nasce na
localidade de Bargone di Casarza Ligure (Itália), no dia 27 de Julho de 1818. A
sua família, pobre do
ponto
de vista material, constitui para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.
Em 1835, Agostinho sente-se chamado ao sacerdócio e transfere-se para Génova,
onde empreende os estudos com graves dificuldades financeiras, mas sustentado
sempre por uma vontade tenaz, a oração intensa e o auxílio de pessoas de boa
vontade. Recebe a Ordenação sacerdotal a 19 de Setembro de 1846.
Inicia o seu
humilde serviço na obra de santificação do povo de Deus, dedicando-se com zelo,
caridade e exemplo ao crescimento espiritual do Corpo de Cristo e ao ministério
da Confissão.
Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a
figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador
espiritual, sempre pronto a dar-se na obediência, humildade, silêncio,
sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a acção divina,
a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de
apostolado e oração.
Em 1872,
alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e
pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos
cárceres, a quem leva com afecto o conforto e a misericórdia do Senhor.
Dois anos mais
tarde, passa a dedicar-se inclusivamente aos recém-nascidos, e durante 22 anos
confere o Baptismo a mais de oito mil crianças. Ao mesmo tempo, trabalha em
favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência
moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.
Convicto de
que a santificação na vida comunitária é a força do apostolado, no dia 15 de
Outubro de 1876 realiza o seu sonho de fundar a Congregação das Irmãs da
Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida
consagrada. Após o início difícil e incerto, a Congregação consolida-se a
difunde-se em toda a Itália e além-fronteiras.
A vida terrena
do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao seu termo no dia 7 de
Maio de 1902.
Canonizado a
10 de Junho de 2001, Praça S. Pedro, pelo Papa João Paulo II.
Fonte :
www.vatican.va
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